RE/MAX CIDADELA
Última atualização: 2026-10-04
É possível obter crédito habitação em Portugal sendo estrangeiro ou português a viver no estrangeiro. Para avançar, precisa de conhecer o montante que o banco pode financiar, os capitais próprios necessários e os documentos exigidos para comprovar os seus rendimentos.
Para quem vive fora de Portugal, a dificuldade começa muitas vezes antes de encontrar a casa: perceber que instituições analisam o seu perfil, como apresentar rendimentos recebidos no estrangeiro e quanto dinheiro reservar para a entrada, os impostos e as restantes despesas. Uma avaliação bancária inferior ao preço acordado pode aumentar o capital necessário, mesmo após uma pré-aprovação financeira.
Na RE/MAX Cidadela, acompanhamos compradores em Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra desde 2004, incluindo portugueses emigrados e compradores estrangeiros. Aliamos o acompanhamento da compra ao apoio gratuito do nosso intermediário de crédito da MAXFINANCE, que ajuda a preparar o processo e a comparar propostas de instituições financeiras parceiras.
Neste guia, explicamos quanto pode financiar, como calcular o orçamento total, quais os documentos necessários e que cuidados deve ter antes de assinar o CPCV. O objetivo é chegar à escolha da casa com um orçamento definido e um financiamento preparado.
Prefer to read in English? Read our guide to mortgage rules in Portugal for foreign buyers.
Resumo rápido
Quem pode pedir crédito habitação em Portugal sendo não residente?
Podem apresentar um pedido tanto estrangeiros como portugueses que vivem fora de Portugal. O banco analisa a residência, a origem e estabilidade dos rendimentos, os créditos existentes, os fundos disponíveis e o imóvel.
Um cidadão português a trabalhar em França pode ser não residente fiscal em Portugal. Um cidadão brasileiro que já reside fiscalmente em Portugal pode ser tratado como residente. Por isso, “estrangeiro” e “não residente” não devem ser usados como sinónimos.
Quanto financia o banco a um comprador não residente?
Não existe uma percentagem única para todos os não residentes. O montante depende do produto, do perfil financeiro e do imóvel.
Na página do crédito habitação para estrangeiros não residentes do novobanco, consultada em outubro de 2026, é anunciado financiamento de 80% do menor entre o preço e a avaliação, para perfis que cumpram os critérios de nacionalidade e residência indicados pelo banco. Outros perfis são analisados individualmente.
Numa casa de 500.000 €, com avaliação igual ou superior ao preço, um financiamento de 60% corresponde a 300.000 € de empréstimo e 200.000 € de entrada. A 70%, a entrada seria 150.000 €. A 80%, seria 100.000 €.
Os impostos e despesas acrescem à entrada. A percentagem aprovada consta da proposta do banco.
Crédito habitação para residentes e não residentes: o que muda em 2026?
A Recomendação Macroprudencial n.º 1/2026 aplica-se aos novos contratos cuja avaliação de solvabilidade ocorra a partir de 1 de agosto de 2026. A finalidade determina o limite de LTV; a residência também pode influenciar as condições comerciais.
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Critério |
Residentes |
Não residentes |
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LTV recomendado pelo Banco de Portugal |
Até 90% para habitação própria e permanente; até 80% para outras finalidades |
Os limites dependem igualmente da finalidade; ser não residente não garante financiamento de 80% |
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DSTI recomendado |
45%, com exceções previstas |
45%, com exceções previstas; a instituição pode ser mais restritiva |
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Prazo recomendado |
Até 40 anos para mutuários até 35 anos; até 35 anos acima dessa idade |
Mesmos máximos recomendados, mas o produto pode ter prazo inferior |
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Condições comerciais |
Dependem do perfil, produto e imóvel |
Dependem também dos países e moedas aceites e da análise dos rendimentos estrangeiros |
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Documentação financeira |
Rendimentos e obrigações comprovados |
Documentação estrangeira, com eventuais traduções e validações adicionais |
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Entrada e despesas |
Diferença entre preço e empréstimo, mais impostos e encargos |
Mesma lógica de cálculo; confirmar o enquadramento fiscal específico |
A recomendação e a proposta do banco são coisas diferentes. Uma instituição pode aprovar menos financiamento ou um prazo inferior. Havendo vários mutuários, o prazo recomendado considera o mais velho. O DSTI inclui todos os créditos e os ajustamentos previstos, não apenas a prestação inicial.
Qual é o prazo de crédito para não residentes?
O produto escolhido pode ter um prazo inferior ao máximo recomendado. Por exemplo, a UCI anuncia até 30 anos para não residentes, dependendo da idade do proponente mais velho e até aos 75 anos no final do contrato.
Que impostos e despesas paga um não residente na compra?
Além da entrada, conte com IMT, Imposto do Selo da compra, Imposto do Selo do empréstimo e despesas de formalização e financiamento.
Para conhecer todos os encargos da aquisição, consulte o nosso guia dos impostos e despesas na compra de casa em Portugal.
IMT: taxa de 7,5% e exceções para não residentes
Desde 25 de maio de 2026, o artigo 17.º, n.º 10, do Código do IMT, aditado pelo Decreto-Lei n.º 97/2026, prevê uma taxa de 7,5% na aquisição de imóveis destinados exclusivamente a habitação por não residentes, com as exceções previstas na lei.
Ter sido anteriormente residente fiscal em Portugal é uma dessas exceções. O Ofício-circulado n.º 40131/2026 esclarece que, nessa situação, se aplicam as taxas gerais, cumpridos os critérios de residência fiscal do Código do IRS.
Como funciona o IMT quando compra um casal?
Nas aquisições em comunhão de bens, a AT esclarece que a taxa de 7,5% só se aplica quando ambos os cônjuges são não residentes e nenhum foi anteriormente considerado residente fiscal em Portugal, ressalvadas as restantes exceções.
Em compropriedade, o enquadramento é individual. O regime matrimonial, a forma de aquisição e o histórico de residência fiscal determinam a análise.
E se passar a residir em Portugal ou arrendar a casa?
Se o adquirente se tornar residente fiscal em Portugal no prazo de dois anos após a compra, pode requerer a restituição da diferença face às taxas gerais. Na aquisição em comunhão, o esclarecimento da AT abrange a mudança de residência fiscal de um dos cônjuges.
A exceção relativa ao arrendamento exige que o imóvel seja destinado a arrendamento habitacional no prazo de seis meses após a aquisição, respeite o limite legal de renda — 2.300 €/mês em 2026 — e esteja arrendado durante pelo menos 36 meses, seguidos ou interpolados, nos primeiros cinco anos. O limite resulta de 2,5 vezes a remuneração mínima mensal de referência para 2026.
A restituição deve ser pedida à AT nos seis meses após a fixação da residência ou a celebração do contrato de arrendamento, conforme o caso. A intenção de mudar ou arrendar não dispensa o pagamento inicial.
Quanto mais IMT pode pagar um não residente?
Numa compra de 500.000 €, a diferença pode ser de 11.263,35 € de IMT, comparando a tabela geral de habitação própria e permanente com a taxa de 7,5% aplicável ao não residente.
A comparação seguinte usa as tabelas de IMT para 2026.
|
Valor tributável |
HPP: tabela geral, sem benefícios |
Não residente abrangido pelos 7,5% |
Diferença de IMT |
|
350.000 € |
14.236,65 € |
26.250,00 € |
12.013,35 € |
|
500.000 € |
26.236,65 € |
37.500,00 € |
11.263,35 € |
|
750.000 € |
45.000,00 € |
56.250,00 € |
11.250,00 € |
Simulação para imóveis no Continente, com o preço como base tributável, sem IMT Jovem ou outros benefícios e sem exceções à taxa de 7,5%.
Ser residente não significa pagar sempre o valor da coluna HPP. A finalidade da aquisição também determina a tabela aplicável. A comparação apresenta apenas IMT; os restantes custos devem ser calculados separadamente.
Imposto do Selo da compra e do empréstimo
A Tabela Geral do Imposto do Selprevê, em regra:
Em regra, o IMT é calculado sobre o maior entre o valor do contrato e o valor patrimonial tributário, conforme o artigo 12º do Código do IMT. A avaliação bancária tem outra função: serve para analisar a garantia e o financiamento.
Outras despesas a incluir no orçamento
Acrescem a avaliação, comissões aplicáveis, escritura ou documento particular autenticado, registos e seguros contratados. Traduções, procurações, apoio jurídico, transferências internacionais e câmbio também podem representar custos.
Se contratar acompanhamento remunerado pelo comprador, inclua igualmente esses honorários. Depois da aquisição, considere condomínio, IMI, manutenção e eventuais obras.
Quanto capital próprio precisa para comprar casa?
O capital necessário é a diferença entre o preço e o empréstimo, somada aos impostos e despesas. A reserva financeira que pretende manter deve ficar fora do dinheiro destinado à compra.
Usamos 60% como hipótese prudente de planeamento, para testar a compra com uma entrada maior. É um cenário de orçamento; a percentagem efetiva depende da proposta aprovada.
A simulação assume avaliação igual ou superior ao preço, IMT de 7,5%, Imposto do Selo da compra de 0,8% e imposto sobre o empréstimo de 0,6%, num crédito com prazo igual ou superior a cinco anos. Pressupõe que o preço é a base tributável e que o comprador está abrangido pela taxa de IMT de 7,5%, incluindo quanto ao histórico de residência fiscal e, quando aplicável, ao regime matrimonial.
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Preço |
Empréstimo: 60% |
Entrada: 40% |
IMT: 7,5% |
IS da compra + crédito |
Capital antes das outras despesas |
|
350.000 € |
210.000 € |
140.000 € |
26.250 € |
4.060 € |
170.310 € |
|
500.000 € |
300.000 € |
200.000 € |
37.500 € |
5.800 € |
243.300 € |
|
750.000 € |
450.000 € |
300.000 € |
56.250 € |
8.700 € |
364.950 € |
|
1.000.000 € |
600.000 € |
400.000 € |
75.000 € |
11.600 € |
486.600 € |
Neste cenário, a entrada e os impostos representam 48,66% do preço, antes de avaliação, formalização, registos, outros encargos e reserva de segurança.
Para a casa de 500.000 €, ter 200.000 € disponíveis cobre apenas a entrada. Os impostos simulados exigem mais 43.300 €. Se a avaliação ficar abaixo do preço, pode ser necessário reforçar novamente o capital.
Da nossa experiência — primeiro o orçamento completo
Nos processos que acompanhamos, analisamos o preço juntamente com a entrada, os impostos, as despesas e a reserva que o comprador pretende manter. É essa conta completa que orienta a procura e evita consumir toda a liquidez na aquisição.
O que acontece se a avaliação bancária ficar abaixo do preço?
O banco calcula o LTV sobre o menor entre o preço de aquisição e a avaliação. Assim, uma casa mais cara do que a avaliação pode exigir uma entrada superior à prevista.
Considere este exemplo hipotético, mantendo um financiamento de 70%:
|
Elemento |
Avaliação de 500.000 € |
Avaliação de 450.000 € |
|
Preço acordado |
500.000 € |
500.000 € |
|
Base de cálculo |
500.000 € |
450.000 € |
|
Empréstimo a 70% |
350.000 € |
315.000 € |
|
Capital para completar o preço |
150.000 € |
185.000 € |
A diferença exige mais 35.000 € de capitais próprios, sem alteração do preço acordado. Os impostos e despesas continuam a acrescer.
Uma diferença de 5% a 8% na avaliação também pode alterar o orçamento. Na mesma compra de 500.000 €, com financiamento de 70%, uma avaliação 5% abaixo do preço exige mais 17.500 € de entrada. Se ficar 8% abaixo, exige mais 28.000 €. Estes exemplos ilustram o impacto no orçamento; não medem a frequência dos desvios.
O cuidado a ter em Cascais, Lisboa e Oeiras
Vista de mar, proximidade da estação, estado do prédio e qualidade da renovação podem influenciar a negociação. Isso não assegura que a avaliação acompanhe integralmente o preço pedido.
Na Linha de Cascais, uma comparação entre apartamentos deve considerar também áreas documentadas, estacionamento, elevador, exposição, ruído e conservação do edifício. Uma cozinha renovada não resolve problemas de cobertura ou divergências nas áreas.
Antes de apresentar proposta, avalie duas coisas: se o preço faz sentido face aos imóveis comparáveis e se consegue suportar uma avaliação inferior.
Da nossa experiência — preço pedido e financiamento
Quando analisamos uma casa na Linha de Cascais, cruzamos o preço com imóveis comparáveis, áreas documentadas e características do edifício. Essa análise ajuda a preparar a negociação e a margem financeira; a avaliação para o crédito continua a caber ao avaliador contratado pelo banco.
Que documentos são necessários para pedir crédito?
A documentação deve permitir confirmar identidade, residência, rendimento, dívidas e origem dos fundos.
Para preparar o seu processo, consulte a nossa lista de documentos solicitados pelos bancos para um crédito habitação. Se vive no estrangeiro, confirme também quais os comprovativos de rendimentos e de residência fiscal do país onde reside, bem como eventuais requisitos de tradução..
Prepare, conforme a lista:
Se recebe noutra moeda, teste também uma desvalorização dessa moeda face ao euro: a prestação mantém-se em euros, mas poderá consumir uma parte maior do rendimento.
Precisa de NIF e representante fiscal?
Precisa de NIF português para preparar a compra e o financiamento. O representante fiscal não é obrigatório para todos os não residentes.
Segundo a Autoridade Tributária, para residentes na UE, Noruega, Islândia ou Liechtenstein, a representação fiscal é facultativa.
Quem reside num país terceiro e estabelece uma relação jurídico-tributária com a AT, como a propriedade de um imóvel, deve, em regra, designar representante fiscal ou aderir a um dos canais eletrónicos admitidos. Existem regras próprias para atividades sujeitas a IVA.
Precisa de conta bancária e seguro de vida?
O banco deve esclarecer as condições de abertura de conta e os seguros exigidos na proposta. Inclua os respetivos custos na comparação.
O seguro de vida pode ser uma condição do financiamento; não deve ser apresentado como uma obrigação legal universal. O Banco de Portugal explica que a instituição pode exigi-lo. O novobanco, por exemplo, indica “isento” na secção de seguro de vida da oferta consultada para estrangeiros não residentes.
Que bancos financiam não residentes e como encontrar uma proposta adequada?
Instituições como o novobanco, a UCI e o Bankinter disponibilizam soluções de crédito habitação para não residentes. A escolha deve considerar o país de residência, a origem e moeda dos rendimentos, os capitais próprios e a finalidade da compra.
Na RE/MAX Cidadela, pode contar com o acompanhamento gratuito do nosso intermediário de crédito da MAXFINANCE para procurar e comparar soluções entre os bancos e instituições financeiras com que trabalha.
Este acompanhamento ajuda a organizar a documentação, apresentar o processo às instituições adequadas ao seu perfil e comparar as propostas recebidas. A análise deve incluir o montante financiado, a prestação, a TAEG, o MTIC, os seguros e os produtos associados — além do spread.
Para quem vive no estrangeiro, preparar o processo antes de escolher a casa permite definir um orçamento mais realista e identificar antecipadamente os requisitos de financiamento.
O serviço de intermediação é gratuito para o comprador. Os impostos, seguros, avaliação e restantes encargos da aquisição e do empréstimo continuam a ser suportados nos termos aplicáveis. A aprovação e as condições finais do crédito são decididas pelo banco.
Como comparar taxas e propostas?
Peça a Ficha de Informação Normalizada Europeia — FINE. Compare o mesmo montante, prazo e modalidade de taxa, observando TAN, TAEG, montante total imputado ao consumidor, seguros, comissões e produtos associados.
No exemplo comercial do novobanco consultado em 4 de outubro de 2026, com Euribor a 12 meses de 3,247% referente a setembro de 2026, são publicadas TAN de 4,647% e TAEG de 5,1% sem efeito das vendas associadas facultativas, e TAN de 4,047% e TAEG de 4,6% com esse efeito. São condições de um exemplo do banco, não uma proposta personalizada nem uma média do mercado.
Uma redução do spread deve ser avaliada juntamente com o custo dos produtos necessários para a obter. O Portal do Cliente Bancário explica os elementos da FINE.
Quanto tempo demora e quando deve assinar o CPCV?
A análise financeira inicial e a aprovação final do crédito são etapas diferentes. Depois da avaliação do comprador, faltam a análise do imóvel, a avaliação bancária, as condições definitivas e a preparação da formalização.
Não existe um prazo único para todos os processos. Documentos estrangeiros, traduções, rendimentos empresariais ou questões documentais do imóvel podem exigir validações adicionais.
Negocie a data da escritura com base no estado real do processo. Antes de assinar, compreenda as condições de financiamento, o sinal e as consequências de a compra não avançar.
No nosso guia do contrato-promessa de compra e venda, explicamos os cuidados a ter. Uma cláusula relativa ao crédito deve definir os acontecimentos, provas e prazos que produzem efeitos, com revisão jurídica adequada.
Para preparar a logística à distância, consulte também como comprar casa em Portugal a viver no estrangeiro.
Caso anonimizado: ajustar o orçamento antes da compra
Num processo que acompanhámos, um casal brasileiro não residente procurava uma casa na Linha de Cascais para utilização familiar futura, considerando imóveis próximos dos 900.000 €.
Quando somámos a entrada, os impostos, as despesas e a reserva financeira, ajustámos o orçamento e a procura de imóveis.
A lição é prática: um imóvel pode ser financiável e, ainda assim, deixar o comprador com pouca liquidez depois da aquisição. O orçamento deve proteger também a vida financeira após a escritura.
Veredito do Broker
Vale a pena preparar o crédito antes de concentrar a procura numa casa concreta. Para quem vive no estrangeiro, isso permite alinhar rendimento, capitais próprios e condições bancárias com o orçamento de compra.
Antes das visitas, defina o preço máximo, o capital que pode utilizar sem consumir a reserva e a prestação que consegue suportar num cenário menos favorável.
Perguntas frequentes
Um não residente paga sempre 7,5% de IMT?
Não. O histórico de residência fiscal pode afastar essa taxa. Tornar-se residente nos dois anos seguintes ou cumprir os requisitos do arrendamento elegível também pode permitir recuperar a diferença face às taxas gerais, mediante pedido à AT.
É possível conseguir financiamento de 80%?
Sim, existem ofertas que anunciam 80% para perfis elegíveis. A percentagem incide sobre o menor entre o preço e a avaliação.
Quanto dinheiro preciso para comprar uma casa de 500.000 €?
Na simulação deste artigo, com crédito de 60%, IMT de 7,5% e sem exceções fiscais, precisa de 243.300 € para entrada e impostos. Acrescem as outras despesas e a reserva que pretenda manter.
Qual é a taxa de esforço recomendada em 2026?
O DSTI recomendado é de 45%, com exceções previstas. O banco pode aplicar critérios mais restritivos; o indicador considera a totalidade dos créditos e os ajustamentos definidos pelo Banco de Portugal.
Um casal em que um dos cônjuges já viveu em Portugal paga 7,5% de IMT?
Na aquisição em comunhão de bens, se um dos cônjuges tiver sido anteriormente residente fiscal em Portugal nos termos do Código do IRS, o esclarecimento da AT aponta para as taxas gerais. Em compropriedade, o enquadramento é aferido individualmente. Ter visitado ou permanecido em Portugal não basta: está em causa residência fiscal.
É obrigatório contratar seguro de vida?
Não em todos os produtos. A instituição pode exigi-lo como condição do crédito; os seguros, coberturas e custos constam da proposta.
Posso tratar do crédito e da compra à distância?
Sim, várias etapas podem ser preparadas e acompanhadas à distância. Os atos que exigem presença ou procuração devem ser definidos com o banco e o profissional responsável pela formalização.
A recusa do crédito permite recuperar o sinal?
Não automaticamente. A possibilidade de recuperar o sinal depende das cláusulas do CPCV e das circunstâncias do caso. A proteção relativa ao financiamento deve ser negociada e documentada antes da assinatura.
Prepare o financiamento antes de assumir o compromisso de compra
O crédito habitação para não residentes em Portugal deve ser planeado com quatro valores: preço, empréstimo, impostos e capital que ficará disponível após a compra.
Quando estes números estão definidos, torna-se mais fácil selecionar imóveis, negociar e assumir compromissos compatíveis com a sua capacidade financeira.
Vive no estrangeiro e quer comprar casa em Cascais, Lisboa ou Oeiras com crédito habitação? Descarregue gratuitamente o nosso Guia de Crédito Habitação em Portugal e saiba como organizar a documentação, comparar propostas e evitar erros no financiamento.
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Informação geral, verificada em 4 de outubro de 2026. O enquadramento fiscal, jurídico e bancário deve ser confirmado para cada operação.
RE/MAX Cidadela
Avenida 25 de Abril nº 722, c-9, Cascais.
Tel.+351 967604141. E-Mail: ppettermann@remax.pt
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Sobre o Autor: Pedro Pettermann
Broker da RE/MAX Cidadela em Cascais, com mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário da Linha de Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra. Licenciado em Gestão e MBA pelo IE Business School, alia visão estratégica a um profundo conhecimento local. Reconhecido como especialista em mercado imobiliário, crédito habitação e marketing digital, ajuda proprietários e compradores a tomar decisões seguras e rentáveis.
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