RE/MAX CIDADELA
Última atualização: 2026-09-19
Começar a carreira de consultor imobiliário em Portugal não exige necessariamente experiência anterior no setor, mas exige preparação. O erro mais comum é entrar apenas atraído pela flexibilidade ou pelo potencial de rendimento e descobrir, algumas semanas depois, que esta é uma atividade comercial que exige prospeção, disciplina, aprendizagem e capacidade para lidar com períodos em que ainda não existem comissões.
Por isso, antes de pensar em vender casas, a primeira pergunta deveria ser outra: estou preparado para construir uma atividade comercial própria e desenvolver uma carteira de clientes?
Na RE/MAX Cidadela trabalhamos no mercado imobiliário desde 2004, acompanhando compradores, proprietários e novos consultores sobretudo na Linha de Cascais, Oeiras, Lisboa e Sintra. Ao longo destes anos, vimos pessoas provenientes de áreas profissionais muito diferentes construírem boas carreiras no imobiliário — e também vimos os erros que tornam os primeiros meses desnecessariamente difíceis.
Neste guia explicamos como começar a carreira de consultor imobiliário em Portugal passo a passo, mas com uma perspetiva realista: o que deve decidir antes de entrar, como preparar financeiramente a transição, que agência escolher, como organizar os primeiros contactos e que expectativas deve ter sobre os primeiros meses.
Resumo rápido
1. Antes de começar, perceba se está a escolher uma profissão ou apenas a fugir da atual
Muitas pessoas chegam ao imobiliário num momento de mudança profissional. Algumas estão insatisfeitas com o emprego, outras querem maior autonomia e outras procuram uma atividade em que o rendimento possa crescer com o desempenho.
São motivações perfeitamente legítimas. Mas não devem ser confundidas com preparação para esta profissão.
Um consultor imobiliário não passa a maior parte do dia a visitar casas bonitas. Grande parte do trabalho acontece antes de existir qualquer transação: contactar pessoas, acompanhar potenciais clientes, estudar imóveis, preparar reuniões, procurar proprietários, atualizar o CRM, fazer seguimentos, negociar objeções e desenvolver reputação.
É, sobretudo, uma atividade de relações, prospeção e acompanhamento.
Por isso, antes de começar, coloque algumas questões incómodas a si próprio.
Está confortável a contactar pessoas que ainda não o conhecem? Consegue continuar a trabalhar depois de ouvir vários “não”? Tem disciplina para organizar o seu próprio dia sem alguém a controlar permanentemente o seu horário? Está disposto a aprender durante meses? Consegue aceitar que o rendimento possa ser irregular no início?
Não precisa de responder “sim” a tudo. Muitas destas competências aprendem-se.
Mas precisa de perceber que autonomia profissional e responsabilidade profissional aparecem juntas.
Se ainda está apenas a tentar perceber em profundidade o que faz um agente, que competências necessita e como funciona a profissão, consulte também o nosso guia “Como ser um agente imobiliário em Portugal”.
2. Prepare as suas finanças antes de preparar os cartões de visita
Um dos maiores erros ao começar no imobiliário é concentrar toda a atenção nas potenciais comissões e esquecer o período que antecede essas comissões.
Entre conhecer um potencial proprietário, conseguir uma angariação, encontrar comprador, negociar, assinar contratos e concluir uma transação pode passar tempo. Não existe um prazo universal para realizar o primeiro negócio.
Por isso, quem está a mudar de uma profissão com salário fixo para uma atividade predominantemente variável deve fazer primeiro uma pequena análise financeira pessoal.
Quanto precisa mensalmente para habitação, alimentação, transporte, crédito e restantes despesas familiares? Quanto tempo conseguiria viver sem depender de uma comissão imobiliária? Tem alguma reserva? Existe outro rendimento no agregado familiar?
Na nossa experiência, começar com uma reserva financeira equivalente a alguns meses das despesas essenciais reduz significativamente a pressão emocional do arranque.
Não se trata de uma exigência legal nem de uma fórmula rígida. Uma pessoa sem filhos, sem crédito e com poucas despesas pode ter necessidades muito diferentes de alguém responsável por um agregado familiar.
O importante é evitar uma situação em que cada telefonema passa a carregar o peso de “preciso que esta pessoa compre ou venda porque tenho contas para pagar”. Essa pressão prejudica precisamente uma das competências mais importantes de um consultor: ouvir o cliente e aconselhá-lo sem ansiedade excessiva pela transação.
Pode começar como consultor imobiliário em part-time?
Em determinadas situações é possível conciliar uma atividade profissional por conta de outrem com atividade independente, desde que o enquadramento laboral, fiscal e contratual aplicável o permita.
Na prática imobiliária, contudo, o desafio é a disponibilidade.
Compradores podem querer visitar imóveis ao final do dia. Proprietários podem marcar reuniões em horários incompatíveis com outro emprego. Há telefonemas, visitas, propostas e situações que exigem acompanhamento rápido.
Por isso, começar em part-time pode servir para testar a atividade e adquirir conhecimentos, mas deve avaliar realisticamente se consegue prestar aos clientes o nível de serviço que promete.
3. Escolha primeiro onde quer construir o seu negócio
Um novo consultor tem frequentemente a tentação de trabalhar “em todo o lado”.
Parece lógico: quanto maior for a área, maiores serão as oportunidades.
Na realidade, muitas vezes acontece o contrário.
Um consultor que tenta dominar simultaneamente Cascais, Lisboa, Sintra, Oeiras e várias outras zonas demora muito mais tempo a adquirir verdadeiro conhecimento local.
No imobiliário, conhecer uma zona não significa apenas conhecer o preço médio por metro quadrado. Significa perceber as diferenças entre ruas e urbanizações, conhecer os tipos de imóveis existentes, as escolas, acessos, transportes, comércio, projetos previstos, perfil dos compradores e principais objeções dos proprietários.
Na Linha de Cascais, por exemplo, trabalhar Cascais Centro, Estoril, Parede ou São Domingos de Rana implica lidar com imóveis, compradores, preços e argumentos bastante diferentes.
É por isso que, na RE/MAX Cidadela, recomendamos que um novo consultor desenvolva progressivamente uma zona de especialização.
Quanto mais vezes estudar, visitar e comunicar sobre determinada área, mais depressa começa a reconhecer padrões. E esse conhecimento transforma-se, com o tempo, em autoridade perante proprietários e compradores.
4. Escolha a agência antes de comparar apenas as comissões
Quando começa no imobiliário, uma percentagem de comissão elevada pode parecer o critério mais importante para escolher agência.
Nem sempre é.
Imagine duas situações.
Na primeira, recebe uma percentagem maior, mas precisa de descobrir sozinho como angariar, preparar uma análise de mercado, responder a uma objeção, promover um imóvel, preparar documentação ou acompanhar uma negociação.
Na segunda, a estrutura de comissão pode ser diferente, mas existe formação, acompanhamento de um broker ou mentor, equipa jurídica, apoio administrativo, tecnologia, marketing e outros consultores com quem pode partilhar negócios.
Para alguém que está a começar, a capacidade de aprender e chegar às primeiras oportunidades pode ser mais importante do que maximizar imediatamente a percentagem recebida numa transação que ainda não existe.
Antes de escolher uma agência, procure respostas concretas.
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O que analisar |
O que deve perceber |
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Formação |
Existe formação prática para quem começa ou apenas conteúdos teóricos? |
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Mentoria |
Quem o acompanha quando tiver uma dúvida ou uma reunião importante? |
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Apoio jurídico |
Existe alguém que analise documentação e situações complexas? |
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Marketing |
A agência ajuda a promover imóveis e o próprio consultor? |
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Tecnologia |
Existe CRM e ferramentas para gerir contactos e oportunidades? |
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Partilha |
Há colaboração real com outros consultores e outras agências? |
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Reputação |
O que dizem os clientes que efetivamente trabalharam com a agência? |
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Cultura |
A equipa partilha conhecimento ou cada consultor trabalha isoladamente? |
A tabela não significa que exista uma agência perfeita para todas as pessoas. Significa que deve comparar estrutura e condições reais de trabalho, em vez de decidir apenas através de um número de comissão.
Na RE/MAX Cidadela, por exemplo, a estrutura inclui acompanhamento comercial, apoio jurídico interno, intermediação de crédito, marketing digital e uma equipa com experiência no mercado de Cascais e arredores. A agência trabalha neste mercado desde 2004 e conta atualmente com mais de 200 avaliações no Google.
Se quiser conhecer especificamente o modelo da rede, consulte também “Como ser Agente Imobiliário RE/MAX: O Guia e 5 Passos Práticos para Começar em Cascais”.
5. Trate do enquadramento profissional antes de começar a exercer
Esta é uma área em que convém separar claramente dois conceitos.
A atividade de mediação imobiliária está sujeita a licenciamento. A licença AMI é atribuída pelo IMPIC à empresa ou prestador que exerce legalmente a atividade de mediação imobiliária.
Um consultor que presta serviços integrado numa mediadora licenciada não deve confundir o seu papel com o da própria mediadora. Antes de iniciar, deve perceber claramente qual será a relação contratual com a agência e qual o seu enquadramento fiscal e contributivo.
Se exercer como trabalhador independente de forma habitual, deve abrir atividade nas Finanças antes de iniciar a atividade profissional, e não apenas depois de concluir a primeira venda.
A Autoridade Tributária determina que a declaração de início de atividade seja apresentada antes do início do exercício da atividade empresarial ou profissional.
Além disso, os trabalhadores independentes estão sujeitos a outras obrigações. O portal oficial gov.pt confirma, por exemplo, que o seguro de acidentes de trabalho é obrigatório também para trabalhadores independentes.
O código de atividade, regime de IVA, IRS, Segurança Social e restante enquadramento dependem da situação concreta de cada profissional. Por essa razão, não tentaremos transformar este artigo num guia fiscal.
Para aprofundar esta parte, consulte “Requisitos para Ser Consultor Imobiliário: Guia 2026” e confirme sempre a sua situação concreta junto da Autoridade Tributária, Segurança Social ou de um contabilista certificado.
Nota: esta informação é geral e não substitui aconselhamento fiscal, jurídico ou contabilístico adaptado à sua situação.
6. Prepare a sua rede de contactos antes do primeiro dia
Imagine que começa amanhã.
Quem são as primeiras 50 ou 100 pessoas que sabem que iniciou uma nova atividade?
Antigos colegas, amigos, familiares, vizinhos, comerciantes da zona, contactos profissionais, antigos clientes de outras atividades e pessoas que conhece através de associações ou hobbies podem formar a primeira base da sua rede.
Isto não significa telefonar a toda a gente a pedir uma casa para vender.
Esse é precisamente um dos erros dos novos consultores.
A conversa deve começar pela relação e pela informação.
Pode explicar que iniciou atividade no imobiliário, em que zona se está a especializar e que está disponível para ajudar alguém que precise de esclarecer dúvidas sobre venda, compra, arrendamento ou valor de mercado.
Há uma grande diferença entre dizer:
“Conhece alguém que me dê uma casa para vender?”
e dizer:
“Comecei a trabalhar no mercado imobiliário de Cascais e estou a especializar-me nesta zona. Se algum dia souber de alguém que precise de ajuda para perceber o mercado ou esteja a pensar mudar de casa, terei todo o gosto em ajudar.”
No segundo caso está a construir posicionamento, não apenas a pedir negócio.
Um CRM torna-se muito útil desde o início. O valor da sua base de contactos não depende apenas do número de nomes, mas da capacidade de manter contacto e recordar necessidades, datas e conversas anteriores.
7. Aprenda primeiro a angariar e a acompanhar; a venda vem depois
É natural que um novo consultor pense imediatamente em “vender casas”.
Mas existe um passo anterior: conseguir clientes que confiem em si.
Isso exige aprender a fazer perguntas, compreender motivações e explicar o mercado.
Um proprietário não procura apenas alguém que coloque fotografias num portal. Quer perceber quanto pode valer o imóvel, quanto tempo poderá demorar a vender, que documentos são necessários, como serão tratadas as visitas, que estratégia de promoção será utilizada e o que acontecerá se aparecer uma proposta abaixo do preço.
Um comprador, por outro lado, precisa de ajuda para selecionar imóveis, perceber preços, organizar financiamento, negociar e evitar decisões precipitadas.
É aqui que a formação prática faz diferença.
Sempre que possível, um novo consultor deve acompanhar profissionais experientes em reuniões, avaliações, visitas e negociações. Ouvir como são colocadas determinadas perguntas e como são respondidas objeções encurta a curva de aprendizagem.
Na nossa experiência, o primeiro objetivo não deveria ser parecer especialista em tudo.
Deveria ser aprender rapidamente, preparar-se antes de cada reunião e saber quando pedir ajuda.
8. Não confunda presença nas redes sociais com prospeção
Instagram, LinkedIn, Facebook, YouTube, inteligência artificial e ferramentas de criação de conteúdo podem ajudar bastante um consultor.
Mas não substituem atividade comercial.
É possível passar três horas a criar um Reel e terminar o dia sem ter falado com um único potencial cliente.
Isso parece trabalho — mas pode não gerar negócio.
No início, use o digital para apoiar uma estratégia mais ampla.
Pode publicar análises da zona onde trabalha, responder a dúvidas frequentes de compradores e vendedores, explicar processos imobiliários ou mostrar conhecimento local. Ferramentas de inteligência artificial podem ajudar a organizar ideias, preparar conteúdos, resumir informação ou estruturar seguimentos.
Contudo, nenhuma ferramenta substitui a confiança construída numa conversa real.
O objetivo não é tornar-se “influencer imobiliário”. É tornar-se uma pessoa reconhecida e lembrada quando alguém precisa de ajuda imobiliária.
9. Como devem ser realmente os primeiros 90 dias?
Não vamos repetir aqui um plano completo de 30-60-90 dias porque temos um artigo especificamente dedicado a esse tema.
Mas existe um princípio fundamental que vale a pena compreender antes de começar.
Nos primeiros meses, não avalie o seu progresso apenas pelo número de escrituras.
Uma transação imobiliária é o resultado final de várias atividades anteriores.
Antes dela podem existir dezenas de contactos, conversas, reuniões, avaliações, visitas, seguimentos e propostas.
Por isso, um novo consultor deve acompanhar indicadores que consegue controlar: número de conversas relevantes, reuniões realizadas, proprietários acompanhados, contactos adicionados ao CRM, avaliações preparadas e seguimentos efetuados.
Quando estas atividades são consistentes, começa a existir um pipeline.
E quando existe pipeline, deixa de depender exclusivamente da sorte de aparecer um cliente.
Para um plano detalhado, consulte “Começar no Imobiliário em Portugal: Plano 30-60-90 na Linha de Cascais”.
10. Quanto ganha um consultor imobiliário quando começa?
Esta é uma pergunta legítima, mas merece uma resposta própria.
O rendimento de um consultor imobiliário tende a depender das transações realizadas, valor dos imóveis, honorários cobrados pela mediadora, modelo de repartição de comissão e custos da atividade.
Por isso, apresentar um “salário garantido” seria enganador.
Também é importante distinguir faturação, comissão e rendimento líquido. Um valor recebido numa transação não corresponde automaticamente ao dinheiro que fica disponível depois de impostos, contribuições e despesas profissionais.
Neste artigo interessa sobretudo reter uma ideia: prepare a carreira para conseguir atravessar a fase inicial sem depender de previsões demasiado otimistas de rendimento.
Para valores, modelos de comissão e diferentes cenários de carreira, consulte o nosso artigo dedicado “Consultor Imobiliário em Portugal: Quanto Ganha Mesmo”.
Desta forma pode analisar o tema financeiro sem misturar duas intenções de pesquisa diferentes.
Os erros mais comuns de quem começa no imobiliário
Depois de acompanhar novos profissionais ao longo dos anos, alguns padrões repetem-se.
O primeiro é esperar demasiado tempo antes de começar a contactar pessoas. Há quem queira aprender tudo sobre contratos, fotografia, crédito, redes sociais e legislação antes de fazer a primeira chamada.
Nunca vai sentir que sabe tudo.
O segundo erro é mudar constantemente de estratégia. Uma semana faz porta-a-porta, na seguinte decide apostar exclusivamente no Instagram e duas semanas depois abandona tudo para tentar anúncios online.
Método precisa de tempo.
O terceiro é escolher a agência apenas pela comissão. Uma percentagem elevada é pouco relevante quando ainda não existe pipeline, formação ou clientes.
O quarto é tentar trabalhar uma área geográfica demasiado grande. Especialização local acelera conhecimento e reconhecimento.
E o quinto é desistir do seguimento demasiado cedo. Muitos clientes imobiliários não tomam decisões imediatamente. Uma pessoa que hoje diz que “talvez venda no próximo ano” pode tornar-se cliente meses mais tarde.
O imobiliário recompensa não apenas quem encontra oportunidades, mas quem se mantém presente até ao momento em que a oportunidade amadurece.
Caso prático: começar sem experiência não significa começar sem competências
Imagine alguém que trabalhou durante dez anos em hotelaria.
Nunca vendeu um imóvel.
À primeira vista, poderia considerar que começa do zero. Mas pode trazer consigo competências extremamente úteis: sabe falar com pessoas diferentes, gerir reclamações, ouvir necessidades, trabalhar sob pressão, organizar horários e prestar serviço.
Uma pessoa proveniente de banca pode trazer capacidade analítica.
Um profissional de marketing pode dominar comunicação digital.
Um professor pode ter enorme facilidade em explicar processos complexos.
Um vendedor de retalho pode estar habituado a iniciar conversas e lidar com objeções.
O objetivo nos primeiros meses é perceber quais das suas competências anteriores são transferíveis para o imobiliário e quais precisa de desenvolver.
É precisamente por isso que não consideramos a ausência de experiência no setor um impedimento automático.
Experiência profissional anterior pode ser uma vantagem quando é corretamente aproveitada.
Veredito do Broker: vale a pena começar uma carreira como consultor imobiliário?
Depende sobretudo das suas expectativas e preparação.
Pode fazer sentido para quem gosta de pessoas, aceita trabalhar com objetivos, procura autonomia, está disposto a desenvolver competências comerciais e consegue lidar com rendimento variável.
Provavelmente será uma transição difícil para quem procura um salário mensal garantido, evita prospeção, espera resultados imediatos ou interpreta liberdade de horário como ausência de disciplina.
O imobiliário pode oferecer uma carreira com grande autonomia e potencial de progressão, mas não elimina o risco empresarial.
A pergunta certa não é apenas:
“Será que consigo vender casas?”
É:
“Estou disposto a construir relações, aprender o mercado e desenvolver consistentemente um negócio durante os próximos anos?”
Se a resposta for sim, então vale a pena explorar seriamente esta carreira.
Perguntas frequentes sobre como começar a carreira de consultor imobiliário
É preciso experiência para começar como consultor imobiliário?
Não necessariamente. Muitos profissionais chegam ao imobiliário provenientes de vendas, banca, hotelaria, retalho, marketing, ensino ou outras áreas.
O mais importante é perceber quais competências já possui e escolher uma agência onde possa aprender as que lhe faltam. Comunicação, organização, resiliência, escuta e disciplina são normalmente mais importantes no início do que experiência imobiliária prévia.
Preciso de um curso superior?
Não existe uma exigência geral de licenciatura para alguém iniciar uma colaboração profissional como consultor numa mediadora.
Isso não significa que a formação seja dispensável. Mercado, documentação imobiliária, prospeção, negociação, ética, proteção de dados, crédito e marketing fazem parte da aprendizagem contínua de um profissional competente.
Preciso de licença AMI para ser consultor imobiliário?
A licença AMI está associada ao exercício da atividade de mediação imobiliária e é atribuída pelo IMPIC ao prestador ou empresa licenciada.
Se trabalha integrado numa mediadora licenciada, deve perceber exatamente qual é o seu vínculo e enquadramento. Caso pretenda exercer diretamente atividade de mediação por conta própria, existem requisitos de licenciamento próprios.
Quando devo abrir atividade nas Finanças?
Se vai exercer de forma habitual uma atividade profissional independente, a Autoridade Tributária estabelece que a declaração de início de atividade deve ser apresentada antes do início do exercício dessa atividade.
Não deve esperar automaticamente pela primeira venda para tratar do enquadramento fiscal.
Posso começar enquanto tenho outro emprego?
Em determinados casos, sim. É possível existir simultaneamente rendimento por conta de outrem e atividade independente, desde que sejam respeitadas as obrigações legais, fiscais e eventuais limitações contratuais.
Na prática, deve ainda avaliar se dispõe de tempo suficiente para acompanhar clientes, reuniões e visitas profissionalmente.
Quanto dinheiro preciso para começar?
Não existe um valor universal.
Para além dos eventuais custos profissionais, é prudente pensar sobretudo nas despesas pessoais dos primeiros meses, porque as comissões podem ser irregulares. Uma reserva financeira reduz a pressão e permite desenvolver a atividade de forma mais consistente.
Quanto tempo demora até conseguir o primeiro negócio?
Não existe um prazo garantido. Depende da rede de contactos, mercado, horas dedicadas, acompanhamento recebido e consistência de prospeção.
Por isso, nos primeiros meses é mais útil medir a evolução através de contactos, reuniões, angariações e pipeline do que estabelecer uma data rígida para a primeira escritura.
Como escolher a melhor agência para começar?
Compare formação, mentoring, apoio jurídico e administrativo, tecnologia, marketing, cultura da equipa, reputação e modelo de comissões.
A melhor agência para um novo consultor não é necessariamente a que promete a percentagem mais elevada. É aquela onde consegue desenvolver competências, gerar oportunidades e construir uma atividade sustentável.
Começar bem é mais importante do que começar depressa
Começar uma carreira de consultor imobiliário em Portugal pode representar uma mudança profissional significativa, mas deve ser tratada como a construção de um negócio e não como uma experiência improvisada.
Prepare primeiro as suas finanças. Escolha uma zona. Compare cuidadosamente as agências. Regularize a atividade. Organize a sua rede. Aprenda com profissionais experientes. E depois execute de forma consistente.
A experiência mostra-nos que uma carreira sustentável não nasce de uma grande venda ocasional. Nasce de dezenas de pequenas ações repetidas: telefonar, ouvir, acompanhar, aprender, regressar ao contacto e cumprir aquilo que prometemos aos clientes.
É assim que se passa de “experimentar o imobiliário” para construir uma verdadeira carreira de consultor imobiliário.
Está a considerar começar no imobiliário?
Na RE/MAX Cidadela trabalhamos na Linha de Cascais desde 2004 e acompanhamos novos consultores através de formação prática, apoio comercial, jurídico, crédito e marketing.
Se está a ponderar uma mudança de carreira e quer perceber como funciona realmente o trabalho, as condições e o processo de integração, pode candidatar-se através da nossa página de Recrutamento de Consultores Imobiliários na Linha de Cascais.
Uma primeira conversa não o obriga a mudar de profissão. Serve para perceber se esta carreira e a nossa forma de trabalhar fazem sentido para si.
RE/MAX Cidadela
Avenida 25 de Abril nº 722, c-9, Cascais.
Tel.+351 967604141. E-Mail: ppettermann@remax.pt
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Sobre o Autor: Pedro Pettermann
Broker da RE/MAX Cidadela em Cascais, com mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário da Linha de Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra. Licenciado em Gestão e MBA pelo IE Business School, alia visão estratégica a um profundo conhecimento local. Reconhecido como especialista em mercado imobiliário, crédito habitação e marketing digital, ajuda proprietários e compradores a tomar decisões seguras e rentáveis.
Na RE/MAX Cidadela, já ajudámos mais de 4.800 famílias na venda ou compra da sua casa.
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