RE/MAX CIDADELA
Última atualização: 2026-04-25
Se quer uma resposta direta, o valor do usufruto depende da idade do usufrutuário e do valor de mercado do imóvel. Quanto mais jovem for, maior será esse valor. Mas há um problema que raramente é explicado de forma clara: este cálculo, apesar de correto em teoria, raramente corresponde ao valor real que o mercado está disposto a pagar.
Na prática, vemos frequentemente proprietários a tomar decisões com base em números aparentemente certos — e a perder uma parte significativa do valor do imóvel sem perceberem porquê. Em alguns casos, essa diferença pode ser relevante ao ponto de alterar completamente a estratégia de venda, partilha ou investimento.
Este artigo não serve apenas para lhe explicar como calcular. Serve para perceber quando esse cálculo falha — e é precisamente aí que a maioria das pessoas comete os erros mais caros.
Na experiência da RE/MAX Cidadela, desde 2004 no mercado da linha de Cascais, Lisboa e Sintra, é esta diferença entre teoria e realidade que mais influencia o resultado final de uma decisão.
O valor do usufruto calcula-se com base na idade do usufrutuário e no valor de mercado do imóvel. No entanto, esse valor é apenas uma referência teórica — na prática, o preço real pode ser diferente devido à liquidez, ao risco e ao perfil do comprador.
Resumo Rápido
Se está a tomar uma decisão com base apenas neste cálculo, há um risco real de estar a avaliar mal o seu imóvel.
Antes de vender, partilhar ou negociar, faz sentido perceber como o mercado está realmente a tratar casos semelhantes ao seu.
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O que precisa mesmo de saber antes de avançar
O valor do usufruto tem impacto direto em decisões como vender, partilhar ou doar um imóvel, mas não funciona como um preço fixo. É antes uma referência teórica que precisa sempre de ser interpretada à luz do mercado real. Dois imóveis com o mesmo usufruto podem ter comportamentos completamente diferentes, e é exatamente isso que apanha muitos proprietários de surpresa.
Na prática, o mercado tende a penalizar imóveis com usufruto porque introduzem incerteza. O comprador não pode usar o imóvel de imediato, não sabe quando o poderá fazer e, muitas vezes, nem sequer consegue financiamento bancário para a operação. Tudo isto influencia o preço final — muitas vezes mais do que o próprio cálculo.
Antes de tomar qualquer decisão, faz sentido perceber não apenas quanto “vale no papel”, mas quanto pode realmente valer no mercado.
O maior erro: acreditar que o cálculo do usufruto define o preço
Há uma ideia muito enraizada de que basta aplicar uma fórmula e se chega ao valor correto. Esse é, provavelmente, o erro mais comum.
O cálculo do usufruto é útil, mas não foi criado para refletir o comportamento do mercado. Foi pensado como uma referência técnica, frequentemente usada em contextos fiscais ou jurídicos. O problema surge quando essa referência é usada como base para decisões comerciais.
Na prática, o mercado não funciona assim. Já vimos situações em que dois imóveis com exatamente o mesmo cálculo tiveram resultados completamente diferentes: um encontrou comprador num prazo razoável, outro ficou meses sem qualquer proposta concreta. A diferença não estava nos números — estava na forma como o mercado interpretou o risco associado ao usufruto.
O valor do usufruto pode representar entre cerca de 10% e 60% do valor do imóvel, dependendo da idade — mas esse valor raramente corresponde ao preço real de venda
É aqui que a maioria erra: confundir uma fórmula com uma decisão.
Como calcular o valor do usufruto (base teórica — e onde começa o erro)
O cálculo do valor do usufruto segue uma lógica aparentemente simples: multiplica-se o valor de mercado do imóvel por um coeficiente associado à idade do usufrutuário.
Em teoria, quanto mais jovem for o usufrutuário, maior será o valor do usufruto, porque o direito deverá durar mais tempo.
Para ter uma referência, é comum usar aproximações como estas:
|
Idade |
Coeficiente aproximado |
|
40 anos |
0,60 |
|
60 anos |
0,40 |
|
75 anos |
0,25 |
|
85+ anos |
0,10 |
Se aplicarmos esta lógica a um exemplo simples, um imóvel com valor de 300.000€ e um usufrutuário com cerca de 60 anos poderá gerar um valor teórico de usufruto próximo de 120.000€.
Até aqui, tudo parece claro.
Mas é precisamente neste ponto que surge o maior erro.
Este cálculo é apenas uma referência — não um valor de mercado.
Na prática, vemos frequentemente casos em que imóveis com exatamente estes números têm comportamentos completamente diferentes no mercado, porque entram em jogo fatores que a fórmula não consegue medir, como a liquidez, o perfil do comprador ou a perceção de risco.
É aqui que a maioria das decisões começa a falhar.
Porque o mercado pode ignorar o valor do usufruto
Aqui começa a parte que não aparece nos cálculos.
Quando um comprador analisa um imóvel com usufruto, não está apenas a olhar para números. Está a avaliar risco, tempo e utilidade. E esses três fatores são altamente subjetivos.
A incerteza sobre a duração do usufruto é, muitas vezes, o maior bloqueio. Mesmo que exista uma estimativa baseada na idade, ninguém consegue prever com precisão quanto tempo esse direito se vai manter. Para muitos compradores, isso é suficiente para exigir um desconto adicional — ou simplesmente desistir.
A isto junta-se a questão do financiamento. A maioria dos bancos não tem apetência para financiar a compra de nua-propriedade, o que reduz drasticamente o universo de compradores possíveis. Menos procura significa, quase sempre, maior pressão sobre o preço.
Na prática, já vimos casos semelhantes terem comportamentos completamente diferentes. Alguns encontram comprador porque encaixam num perfil muito específico (normalmente investidores com visão de longo prazo). Outros ficam parados no mercado durante longos períodos.
Veredito do Broker: o valor do usufruto pode explicar a base do negócio, mas é o mercado que define o resultado final.
Quanto pode realmente perder (e porque isso varia tanto)
Esta é uma das perguntas mais importantes — e também uma das mais difíceis de responder de forma direta.
Não existe uma percentagem única que se aplique a todos os casos. E é precisamente essa variabilidade que torna este tema perigoso.
Dois imóveis com características semelhantes podem ter diferenças significativas no preço final dependendo de fatores como a localização, o tipo de imóvel, o perfil do comprador e o momento do mercado. Já vimos situações em que a diferença entre o valor teórico e o valor de venda foi suficientemente relevante para mudar completamente a decisão do proprietário.
O ponto crítico não é o cálculo em si.
É a margem de interpretação que o mercado aplica sobre esse cálculo.
E essa margem pode ser maior do que a maioria das pessoas imagina.
Vender, esperar ou não vender: como decidir com base na realidade
A decisão raramente é óbvia e depende muito do contexto.
Há situações em que vender faz sentido, sobretudo quando existe um comprador específico ou quando o custo de esperar (financeiro ou emocional) é elevado. Noutras, esperar pode ser a opção mais racional, especialmente quando o usufruto ainda representa uma parte significativa do valor e o mercado penaliza fortemente esse fator.
Também existem casos em que simplesmente não faz sentido vender naquele momento. Isto acontece quando o desconto exigido pelo mercado é tão elevado que compromete o valor patrimonial do imóvel.
A decisão certa não vem da fórmula.
Vem da leitura do caso concreto.
O impacto do usufruto em heranças, divórcios e impostos
O usufruto surge frequentemente em contextos mais sensíveis, como heranças ou separações, onde o impacto financeiro se cruza com decisões pessoais importantes.
Num processo de herança, um cálculo incorreto pode criar desequilíbrios entre herdeiros e gerar conflitos difíceis de resolver. Em contexto de divórcio, pode alterar significativamente a perceção de justiça entre as partes, sobretudo quando um dos intervenientes mantém o direito de uso do imóvel.
Do ponto de vista fiscal, o enquadramento depende sempre da situação concreta e deve ser analisado com base nas orientações da Autoridade Tributária.
Os erros que mais custam dinheiro (e são mais difíceis de perceber)
Curiosamente, os erros mais caros não são os técnicos. São os de interpretação.
O mais comum é assumir que o valor do usufruto representa aquilo que o mercado vai pagar. Outro erro frequente é ignorar a liquidez do imóvel, acreditando que a procura será semelhante à de um imóvel “normal”. Há ainda quem baseie decisões no valor patrimonial das Finanças, que muitas vezes está desajustado da realidade.
Mas o erro mais crítico é este: tomar uma decisão sem perceber como o mercado está a reagir a casos semelhantes.
O maior erro dos proprietários não está no cálculo do usufruto, mas na forma como interpretam esse valor no contexto do mercado.
Um caso típico (e o que ele revela)
Numa situação recente na zona de Lisboa, um proprietário acreditava ter uma referência clara do valor do seu imóvel com usufruto. O cálculo parecia sólido e coerente.
Quando o imóvel entrou no mercado, a reação foi diferente do esperado. As visitas existiam, mas os compradores demonstravam hesitação. As propostas ficavam aquém do valor previsto. Não por erro na conta, mas pela forma como o mercado percecionava o risco.
Foi necessário ajustar a estratégia, o posicionamento e as expectativas.
A lição aqui é simples: o mercado não valida cálculos — valida perceções.
Perguntas Frequentes sobre Usufruto de Imóveis
O que é o usufruto e como funciona?
O usufruto é o direito de usar ou arrendar um imóvel mesmo sem ser o proprietário. O usufrutuário pode viver na casa ou receber rendas, enquanto o nu-proprietário mantém a titularidade.
Na prática, isto cria uma divisão de direitos que tem impacto direto no valor e na liquidez do imóvel.
Como calcular o valor do usufruto por idade?
O cálculo faz-se multiplicando o valor de mercado por um coeficiente associado à idade do usufrutuário.
No entanto, este valor é apenas uma referência — e é aqui que muitos proprietários se enganam ao usá-lo como preço real.
O valor do usufruto define o preço de venda?
Não. Define apenas uma base teórica.
O preço final depende do mercado, da liquidez e do perfil do comprador — e pode ser bastante diferente do cálculo.
Posso vender um imóvel com usufruto?
Sim, mas apenas a nua-propriedade.
O comprador terá de esperar pelo fim do usufruto, o que reduz significativamente o número de interessados e influencia o preço.
O banco financia a compra de um imóvel com usufruto?
Na maioria dos casos, não.
Isso limita o mercado a compradores com capital próprio, o que pode aumentar o tempo de venda e pressionar o valor.
Quanto posso perder se avaliar mal o usufruto?
Depende do caso, mas pode ser significativo.
O maior risco não está na fórmula — está na interpretação errada do comportamento do mercado.
Devo usar o valor das Finanças ou o valor de mercado?
Deve usar sempre o valor de mercado.
O VPT pode estar desatualizado e levar a decisões completamente desalinhadas com a realidade.
Vale a pena pedir uma avaliação antes de decidir?
Na maioria dos casos, sim.
Dois imóveis com números semelhantes podem ter resultados completamente diferentes no mercado.
Vale a pena esperar para vender um imóvel com usufruto?
Depende. Em alguns casos, esperar pode aumentar significativamente o valor final, especialmente se o usufruto representar uma parte relevante do imóvel.
No entanto, essa decisão depende do contexto e deve ser analisada caso a caso.
Conclusão: o valor não está na fórmula, está na leitura do mercado
O valor do usufruto em função da idade é uma ferramenta útil. Ajuda a enquadrar decisões e a criar uma base de análise. Mas não substitui aquilo que realmente determina o resultado final: o comportamento do mercado.
É precisamente nesta diferença entre teoria e prática que surgem os erros mais caros. E são esses erros que podem transformar uma decisão aparentemente simples numa perda financeira significativa.
Antes de avançar, vale a pena fazer uma pergunta simples:
está a decidir com base numa fórmula… ou numa análise real do mercado?
Próximo passo (sem pressão, mas com lógica)
Se está a considerar vender, partilhar ou avaliar um imóvel com usufruto, faz sentido perceber como casos semelhantes estão a ser tratados no mercado atual.
Na RE/MAX Cidadela, analisamos cada situação de forma concreta — não apenas com base no cálculo, mas com base no comportamento real da procura, da liquidez e do posicionamento.
Porque dois imóveis aparentemente iguais podem ter resultados completamente diferentes.
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Se ainda não sabe como calcular o valor do usufruto, explicamos aqui: Valor do Usufuto em função da idade
RE/MAX CIDADELA
Avenida 25 de Abril nº 722, c-9, Cascais.
Tel.+351 967604141. E-Mail: ppettermann@remax.pt
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Por Pedro Pettermann
Pedro Pettermann é Broker da RE/MAX Cidadela em Cascais, certificado pela RE/MAX Collection, com mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário da Linha de Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra. Licenciado em Gestão e MBA pelo IE Business School, alia visão estratégica a um profundo conhecimento local. Reconhecido como especialista em mercado imobiliário, crédito habitação e marketing digital, ajuda proprietários e compradores a tomar decisões seguras e rentáveis.
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