RE/MAX CIDADELA
Última atualização: 2026-10-11
É possível vender uma casa com usufruto em Cascais ou Estoril? Sim. O nu-proprietário pode vender a nua-propriedade, mantendo-se o usufruto. Se ambos os titulares estiverem de acordo, também é possível estruturar a venda da propriedade plena, livre do usufruto existente.
Mas existe uma questão essencial: quanto vale uma casa que o comprador não poderá utilizar imediatamente?
O preço depende do valor de mercado do imóvel, da duração e das condições do usufruto, dos encargos futuros e do interesse dos compradores. Confundir o valor fiscal da nua-propriedade com o seu preço comercial pode conduzir a uma negociação desfavorável.
Desde 2004, a RE/MAX Cidadela acompanha proprietários e famílias no mercado imobiliário de Cascais, incluindo decisões patrimoniais que exigem coordenação entre avaliação comercial e análise jurídica.
Neste guia, explicamos como avaliar uma casa com usufruto, comparar alternativas de venda e compreender os principais riscos antes de negociar.
Resumo rápido: vender uma casa com usufruto em Cascais
1. Posso vender uma casa com usufruto em Cascais?
Sim, mas importa esclarecer exatamente o que pode ser vendido.
Quando uma casa está sujeita a usufruto, existem normalmente dois titulares com direitos distintos.
O usufrutuário tem o direito de utilizar o imóvel e retirar dele os benefícios legalmente permitidos, respeitando o título constitutivo.
O nu-proprietário mantém a titularidade da propriedade, mas não dispõe plenamente da utilização e fruição da casa enquanto subsistir o usufruto.
Esta situação é comum quando os pais doam a nua-propriedade aos filhos, reservando para si o usufruto vitalício.
Quais são as três alternativas de venda?
Vender apenas a nua-propriedade. O comprador adquire esse direito, mantendo-se o usufruto. Não poderá, em regra, ocupar livremente a casa enquanto o usufrutuário conservar o direito de utilização.
Vender a propriedade plena. Usufrutuário e nu-proprietário podem participar numa operação que permita ao comprador adquirir a totalidade dos direitos necessários, livre do usufruto anterior.
Negociar a extinção ou transmissão do usufruto. Dependendo das circunstâncias, pode ser adequada uma operação de renúncia, transmissão ou consolidação dos direitos.
Os artigos 1444.º e 1476.º do Código Civil regulam, respetivamente, a transmissão do usufruto e as suas causas de extinção.
Atenção: a transmissão de um usufruto vitalício a outra pessoa não prolonga automaticamente a duração do direito. Em regra, este continua sujeito ao limite temporal associado ao usufrutuário originário, sem prejuízo das condições do título constitutivo e das restantes causas legais de extinção.
Por isso, antes de vender ou comprar, é indispensável confirmar exatamente que direito está registado e durante quanto tempo poderá subsistir.
Para compreender melhor os direitos de cada titular, consulte o nosso guia completo sobre nua-propriedade em Portugal.
2. Quanto vale uma casa com usufruto em Cascais?
Para responder, é necessário distinguir três valores.
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Tipo de valor |
O que significa |
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Propriedade plena |
Valor de mercado da casa, livre do usufruto |
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Valor fiscal |
Valor dos direitos determinado pelas regras tributárias |
|
Valor comercial da nua-propriedade |
Preço provável que um comprador aceita pagar pelo direito sujeito ao usufruto |
Imagine uma moradia no Estoril cujo valor de mercado, livre de usufruto, é estimado em 1.200.000 €.
Esse valor não significa que a nua-propriedade possa ser vendida pelo mesmo montante. O comprador terá de aceitar as limitações do direito adquirido e avaliar a incerteza quanto ao momento em que poderá utilizar plenamente o imóvel.
Como se estima o valor comercial da nua-propriedade?
Uma avaliação fundamentada considera quatro fatores principais.
1. Disponibilidade futura. Num usufruto vitalício, a data de extinção é incerta. Num usufruto temporário, existe um prazo definido, sem prejuízo das restantes causas legais de extinção.
2. Rentabilidade pretendida. Um investidor que só poderá obter determinado benefício económico no futuro desconta esse valor para o presente.
3. Custos e riscos. A conservação do edifício, as obras futuras, os impostos e as responsabilidades dos titulares podem influenciar a proposta.
4. Liquidez. O mercado de compradores da nua-propriedade tende a ser mais restrito do que o de habitações disponíveis para ocupação imediata.
É a combinação destes fatores, e não apenas a idade do usufrutuário, que permite construir uma estimativa comercial.
Exemplo: como o tempo influencia o valor
Suponha uma propriedade com valor hipotético de 600.000 € e um investidor que exige uma rentabilidade anual de 5%.
Admitindo, exclusivamente para efeitos matemáticos, que o imóvel mantém o mesmo valor e que não existem despesas, impostos ou outros rendimentos:
|
Momento hipotético de disponibilidade |
Valor atualizado |
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Daqui a 5 anos |
470.100 € |
|
Daqui a 10 anos |
368.300 € |
Os valores resultam da atualização financeira de 600.000 € à taxa composta de 5% ao ano.
O exemplo demonstra que o momento de disponibilidade pode influenciar significativamente a avaliação económica.
Estes montantes não representam preços observados em Cascais, nem permitem prever a duração de vida de um usufrutuário.
Num usufruto vitalício, uma avaliação financeira mais aprofundada pode utilizar probabilidades de sobrevivência, diferentes cenários de evolução do imóvel e as condições concretas do direito.
3. Qual é o valor fiscal da nua-propriedade?
O artigo 13.º do Código do IMT estabelece percentagens para determinar o valor fiscal do usufruto vitalício e da nua-propriedade.
|
Idade do usufrutuário |
Usufruto |
Nua-propriedade |
|
60 a 64 anos |
35% |
65% |
|
65 a 69 anos |
30% |
70% |
|
70 a 74 anos |
25% |
75% |
|
75 a 79 anos |
20% |
80% |
|
80 a 84 anos |
15% |
85% |
|
85 anos ou mais |
10% |
90% |
Percentagens fiscais previstas no artigo 13.º do Código do IMT. O usufruto temporário e as situações com vários usufrutuários podem exigir regras específicas.
Quanto vale fiscalmente a nua-propriedade de uma casa de 600.000 €?
Se utilizarmos 600.000 € como valor-base meramente ilustrativo e o usufrutuário tiver 75 anos:
Esta repartição demonstra as percentagens legais, mas não constitui uma liquidação fiscal efetiva. A determinação do valor tributável obedece às regras aplicáveis à operação.
Valor fiscal não é preço de mercado.
As percentagens do Código do IMT servem para determinar valores tributáveis. O preço comercial depende também das limitações do direito, dos custos futuros e da procura.
Por isso, o comprador não está obrigado a oferecer 480.000 € pela nua-propriedade desta moradia.
A idade do usufrutuário influencia o cálculo fiscal, mas não determina, por si só, o preço de venda. Para compreender melhor as percentagens aplicáveis e as diferenças entre avaliação fiscal e comercial, consulte o nosso guia sobre o valor do usufruto em função da idade.
4. Como é feita, na prática, a avaliação de uma casa com usufruto?
Uma avaliação comercial útil deve explicar não apenas quanto poderá valer o imóvel, mas também como foi determinado esse valor e quais as alternativas disponíveis.
Primeiro: confirmar a situação jurídica
É necessário identificar os titulares, a duração do usufruto e as condições previstas no documento que o constituiu.
Também devem ser verificados eventuais ónus, hipotecas, usufrutos conjuntos e restrições à transmissão.
Uma avaliação baseada em direitos incorretamente identificados pode comprometer toda a estratégia.
Segundo: avaliar a propriedade plena
A análise começa pelo valor do imóvel como se estivesse livre do usufruto.
Em Cascais e Estoril, devem ser considerados imóveis comparáveis, localização exata, tipologia, áreas, estado de conservação, estacionamento, vistas e características do terreno.
Os preços anunciados ajudam a compreender a concorrência, mas não substituem os valores de transações comparáveis quando estes estão disponíveis.
Terceiro: avaliar as limitações da nua-propriedade
A seguir, analisa-se o que o comprador poderá efetivamente fazer com o direito adquirido.
Importa considerar a duração e as condições do usufruto, as despesas previsíveis, a possibilidade de revenda e a rentabilidade exigida.
Quando existirem dados suficientes de operações comparáveis, estes podem complementar a análise financeira.
Quarto: testar o interesse do mercado
A estimativa deve ser confrontada com o perfil dos potenciais compradores.
Uma nua-propriedade poderá interessar a investidores de longo prazo, mas não necessariamente a famílias que precisam de mudar de casa imediatamente.
A estratégia de comercialização deve refletir essa diferença desde o início.
O resultado não deve ser apenas um número. Uma avaliação fundamentada apresenta as hipóteses utilizadas, um intervalo de preço comercial quando possível e os riscos de cada alternativa.
Quando o objetivo é preparar a venda, não basta conhecer o valor fiscal do usufruto. É necessário definir uma estratégia de comercialização adaptada aos direitos existentes e ao perfil dos compradores. Conheça as nossas soluções para vender um imóvel com usufruto ou nua-propriedade em Cascais e saiba como a RE/MAX Cidadela acompanha estas situações.
5. Caso prático: vender um apartamento com usufruto no Estoril
Imagine uma senhora de 75 anos que reside num apartamento no Estoril, cuja propriedade plena tem um valor de mercado hipotético de 600.000 €.
A filha detém a nua-propriedade, recebida por doação, enquanto a mãe conserva o usufruto vitalício.
A família pondera três alternativas.
Alternativa A — Vender a propriedade plena
Se ambas concordarem e a operação for juridicamente estruturada, a moradia poderá ser apresentada a compradores interessados na sua utilização plena.
O valor hipotético de referência é de 600.000 €, sujeito à procura e negociação.
A repartição do preço entre mãe e filha deverá respeitar os direitos transmitidos e ser analisada jurídica e fiscalmente.
É igualmente importante assegurar uma solução habitacional adequada para a usufrutuária.
Alternativa B — Vender apenas a nua-propriedade
A filha pode procurar um comprador disposto a adquirir a nua-propriedade, mantendo-se o usufruto da mãe.
Imagine uma proposta hipotética de 390.000 €.
Este valor corresponde a 65% do preço estimado da propriedade plena, mas não representa um desconto médio observado no Estoril.
A proposta deve ser comparada com uma avaliação económica fundamentada e com as necessidades da família.
Alternativa C — Manter a propriedade
A mãe continua a utilizar o apartamento e a filha conserva a nua-propriedade.
Esta opção preserva a situação habitacional, mas não disponibiliza capital imediato através da venda.
Continuam a existir encargos de conservação e responsabilidades legais a considerar.
|
Alternativa |
Principal vantagem |
Principal limitação |
|
Vender propriedade plena |
Mercado de compradores mais amplo |
Exige solução conjunta e atenção à habitação do usufrutuário |
|
Vender nua-propriedade |
Permite vender mantendo o usufruto |
Procura mais restrita |
|
Manter o imóvel |
Preserva a situação patrimonial |
Não gera liquidez imediata |
Exemplo inteiramente hipotético, sem correspondência com uma transação da RE/MAX Cidadela.
6. O valor muda entre Cascais, Estoril, Parede e Alcabideche?
Sim. A localização influencia o valor da propriedade plena, os custos futuros e o perfil dos compradores, embora não exista uma percentagem de desconto comercial universal para cada zona.
Cascais e Quinta da Marinha
Em moradias premium, a localização, o terreno e a exclusividade podem representar uma parcela importante do valor.
Contudo, um preço elevado não garante liquidez para uma nua-propriedade. O universo de compradores poderá ser bastante especializado.
Estoril e Monte Estoril
A diversidade de apartamentos e moradias antigas torna essencial analisar conservação, estacionamento, acessibilidades e eventuais obras futuras.
Numa casa antiga, as despesas previsíveis de manutenção podem influenciar bastante a decisão de um investidor.
Parede e Carcavelos
A procura por habitação deve ser distinguida da procura de investidores que aceitam uma utilização diferida.
Um apartamento bem localizado continua sujeito às limitações do usufruto, mesmo que exista procura residencial pela zona.
Birre e Alcabideche
Nas moradias com terreno, as áreas exteriores, a conservação e o potencial legal de remodelação podem influenciar a avaliação.
O comprador deverá considerar os custos futuros e as condições em que poderá realizar intervenções.
O preço deve refletir o imóvel concreto e os direitos transmitidos, não um desconto genérico associado a Cascais.
7. Compensa vender agora ou esperar pela extinção do usufruto?
Vender agora pode fazer sentido quando existe necessidade de liquidez e a proposta compensa as limitações do direito. Esperar pode ser preferível quando a família pretende conservar o imóvel e não tem urgência financeira.
O usufruto vitalício extingue-se, em regra, com a morte do usufrutuário. Existem também outras causas legais de extinção, incluindo o termo do prazo e a reunião dos direitos na mesma pessoa.
A decisão não deve basear-se numa previsão individual sobre a duração de vida do usufrutuário.
É preferível comparar o valor líquido de uma venda atual, os custos futuros, a segurança habitacional e os objetivos de cada titular.
Quando usufrutuário e nu-proprietário concordam em vender, pode ser vantajoso estudar primeiro a viabilidade da venda conjunta da propriedade plena.
Se está a ponderar esperar pelo fim do usufruto, importa compreender o que acontece quando esse direito termina, como se atualiza o registo predial e quais as consequências fiscais. Explicamos todos estes passos no artigo sobre a extinção do usufruto em Portugal.
8. Que impostos existem na venda de usufruto ou nua-propriedade?
A tributação depende da operação, dos direitos transmitidos e da situação fiscal dos intervenientes.
Mais-valias em IRS
O artigo 10.º do Código do IRS inclui os ganhos resultantes da alienação onerosa de direitos reais sobre imóveis.
Quando usufruto e nua-propriedade pertencem a pessoas diferentes, cada titular pode ter de declarar a transmissão do respetivo direito.
Na informação vinculativa n.º 28113, a Autoridade Tributária analisou uma operação envolvendo mãe usufrutuária e filho nu-proprietário, concluindo que ambos deviam declarar separadamente as alienações no Anexo G.
O cálculo depende, entre outros fatores, dos valores e datas de aquisição, das despesas elegíveis e da forma como os direitos foram adquiridos.
O Supremo Tribunal Administrativo, num acórdão de 8 de novembro de 2023, também analisou a relevância de diferentes momentos de aquisição na posterior consolidação da propriedade plena.
Reinvestimento em habitação própria e permanente
Não deve assumir que a venda isolada do usufruto beneficia automaticamente da exclusão de tributação por reinvestimento.
Na situação analisada na informação vinculativa n.º 28113, a Autoridade Tributária considerou que a transmissão isolada do usufruto não reunia os pressupostos do artigo 10.º, n.º 5, do Código do IRS.
IMT e Imposto do Selo
A transmissão onerosa de direitos reais sobre imóveis pode originar IMT e Imposto do Selo, de acordo com as regras aplicáveis.
A venda conjunta, a transmissão isolada e a renúncia ou consolidação de direitos podem ter consequências fiscais diferentes.
Antes de assinar o CPCV, obtenha uma análise fiscal individualizada, incluindo o valor líquido previsível para cada titular.
9. Que documentos são necessários para vender?
A preparação documental deve permitir identificar os direitos existentes e confirmar a situação legal da propriedade.
Os principais documentos são a certidão permanente do registo predial, a caderneta predial, o título constitutivo do usufruto, os documentos relativos a aquisições anteriores, o certificado energético e a documentação urbanística aplicável.
Devem também ser analisadas eventuais hipotecas, outros ónus e os poderes de representação dos intervenientes.
Se o usufruto tiver sido constituído numa doação ou partilha, esse documento merece especial atenção.
Uma análise antecipada pode evitar dificuldades na escritura ou no documento particular autenticado.
10. Como vender uma casa com usufruto em Cascais sem desvalorizar o imóvel?
O principal erro comercial é anunciar a nua-propriedade como se fosse uma casa disponível para habitação imediata.
Esta abordagem atrai compradores inadequados e pode provocar visitas improdutivas e negociações frustradas.
A estratégia deve identificar claramente o direito vendido e dirigir a comunicação a interessados que compreendam as respetivas condições.
O dossier comercial deve esclarecer os titulares, as limitações de utilização, o estado do imóvel e a lógica de formação do preço.
É igualmente importante coordenar a documentação jurídica antes de aceitar propostas ou assumir compromissos contratuais.
Na RE/MAX Cidadela, o conhecimento do mercado imobiliário de Cascais é complementado por apoio jurídico interno, permitindo preparar situações que envolvem usufruto, nua-propriedade e outras questões patrimoniais.
Para compreender o que deve procurar num profissional, consulte o nosso artigo sobre como escolher uma imobiliária especializada em usufruto em Cascais e Lisboa.
Veredito do Broker: vale a pena vender a nua-propriedade?
Vender uma casa com usufruto em Cascais pode ser uma boa decisão, mas nem sempre vender apenas a nua-propriedade é a solução mais vantajosa.
Quando usufrutuário e nu-proprietário concordam em vender a propriedade plena, o imóvel pode chegar a um universo mais amplo de compradores.
Quando a venda incide apenas sobre a nua-propriedade, o preço deve refletir as limitações do direito e a rentabilidade exigida pelo comprador.
Manter a propriedade pode ser preferível quando não existe necessidade imediata de capital ou quando as propostas são insuficientes.
A minha recomendação é começar por avaliar a propriedade plena, analisar os direitos existentes e só depois comparar o valor líquido provável das alternativas.
O objetivo não deve ser vender a qualquer preço, mas tomar uma decisão fundamentada que respeite os interesses dos titulares.
Perguntas frequentes sobre casas com usufruto
Posso vender uma casa com usufruto sem autorização do usufrutuário?
O nu-proprietário pode, em princípio, vender apenas a nua-propriedade, respeitando o usufruto. Para transmitir a propriedade plena livre desse direito, é necessário assegurar a intervenção ou extinção juridicamente adequada dos direitos envolvidos.
Quanto vale a nua-propriedade de uma casa em Cascais?
Depende do valor de mercado da propriedade plena, das condições do usufruto, da disponibilidade futura, dos custos e da procura. Não existe um desconto comercial universal.
Um usufrutuário de 75 anos implica um desconto de 20%?
Não. Os 20% correspondem à percentagem fiscal do usufruto vitalício no respetivo escalão do Código do IMT, não a um desconto comercial obrigatório.
Posso vender a nua-propriedade e continuar a viver na casa?
Se conservar validamente o usufruto, poderá continuar a utilizar a propriedade nos termos do título constitutivo e da lei, mesmo que a nua-propriedade seja vendida.
O usufruto termina automaticamente quando a casa é vendida?
Não. A venda isolada da nua-propriedade não extingue o usufruto. Este mantém-se até ocorrer uma causa legal de extinção.
Quem paga o IMI de uma casa com usufruto?
Em regra, o usufrutuário é o sujeito passivo de IMI, conforme o artigo 8.º do Código do IMI. As responsabilidades relativas a outras despesas devem ser analisadas separadamente.
A venda da nua-propriedade paga mais-valias?
Pode originar mais-valias sujeitas a IRS. O cálculo depende dos valores, das datas e das formas de aquisição do direito e das regras fiscais aplicáveis.
É mais fácil vender nua-propriedade no Estoril ou na Parede?
Não existe uma resposta universal. A localização influencia o valor e o interesse potencial, mas a procura depende também das condições do usufruto, do preço pedido e do perfil do comprador.
Conclusão: descubra quanto vale a sua casa antes de decidir
A venda de uma casa com usufruto em Cascais exige uma avaliação diferente da de um imóvel livre.
É necessário distinguir o valor fiscal do preço comercial, compreender as limitações do direito transmitido e comparar o benefício económico de vender agora com a alternativa de manter a propriedade.
Uma decisão bem preparada ajuda a proteger os direitos envolvidos e a evitar conflitos ou expectativas irrealistas.
Tem uma casa com usufruto em Cascais ou Estoril? Peça uma avaliação gratuita.
A RE/MAX Cidadela, presente em Cascais desde 2004, ajuda proprietários e famílias a analisar alternativas de venda, com conhecimento do mercado local e apoio jurídico interno.
Se pretende vender a nua-propriedade, negociar uma venda conjunta ou compreender melhor o valor do imóvel, podemos começar por uma avaliação comercial gratuita e sem compromisso.
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Tel.+351 967604141. E-Mail: ppettermann@remax.pt
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Sobre o Autor: Pedro Pettermann
Broker da RE/MAX Cidadela em Cascais, com mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário da Linha de Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra. Licenciado em Gestão e MBA pelo IE Business School, alia visão estratégica a um profundo conhecimento local. Reconhecido como especialista em mercado imobiliário, crédito habitação e marketing digital, ajuda proprietários e compradores a tomar decisões seguras e rentáveis.
Na RE/MAX Cidadela, já ajudámos mais de 4.800 famílias na venda ou compra da sua casa.
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